domingo, 11 de junho de 2017

Monumento dos Pioneiros de Borrazópolis

"Homenagem à todos que acreditou nessa terra amada"



Borrazópolis nasceu como patrimônio em 1948. No curto espaço de apenas dezoito meses, num esforço pujante, a Companhia Colonizadora Rio Bom transformou a mata virgem em uma cidade com serrarias, hotéis, farmácias, casas comerciais, etc.

O nome dado ao município foi uma homenagem a um dos primeiros proprietários da gleba da região e incentivador do progresso da mesma, Dr. Francisco José Borraz. Ele era economista e funcionário do Banco Pelotense. Com a extinção deste, passou a ser um dos diretores do Banrisul, era um defensor do loteamento da gleba e contrário às investidas das imobiliárias que vinham fazendo proposta de comprar toda a gleba. Pela sua inteligência e capacidade, foi a maneira que os funcionários, técnicos e colaboradores encontraram para lhe prestar uma homenagem, emprestando o seu nome a futura cidade. Ele, como diretor do banco, facilitou e possibilitou diversos projetos para o desenvolvimento de Borrazópolis.

Borrazópolis: Borraz, sobrenome do fundador, e pólis que vem do grego e significa cidade.
O município foi criado através da lei estadual nº 790 de 14 de novembro de 1951, e instalado em 14 de dezembro de 1952, tendo sido desmembrado de Apucarana.

MONUMENTO Este monumento, nada mais é do que uma homenagem, que lembra e registra todos os ciclos pelos quais passaram nossa história.
Este monumento dos pioneiros foi idealizado, desenhado e construído por Roverson Tales Turek, filho dessa terra.

Esta obra foi construída com a finalidade de mostrar aos nossos jovens o quanto esta terra deve aos nossos pioneiros, aqueles que com bravura e determinação fizeram de uma floresta, uma cidade que mais tarde seria chamada de “a rainha dos cafezais no Vale do Ivaí”.


Através deste monumento de grande valor artístico, queremos homenagear a todos que participaram e participam atualmente da construção e progresso deste município. Que este monumento seja o símbolo da nossa história e do nosso povo.


FOTO 01

Tudo começou no ano de 1947, quando chegaram os primeiros pioneiros, oriundos das mais diversas regiões. Brasileiros filhos de eutopeus, nordestinos, sulistas e alguns imigrantes europeus e asiáticos.
Foram eles que iniciaram a derrubada da mata. Construíram seus ranchos, embaixo de lonas, enfrentaram a dura tarefa de com os precários recursos derrubar, serrar e construir casas. Era preciso ser um bravo, no sentido real da palavra, para enfrentar e vencer todos os obstáculos.

FOTO 02

Após as derrubadas, surgiram as clareiras no meio da mata, pois algumas eram queimadas, outras retiradas para a serragem, mas a maioria ficava no meio da mata onde plantavam as chamadas roças de toco, isso porque não tinham como arrancar de todo um tronco. Havia a necessidade de se plantar, pois o café que seria a grande produção demoraria de 4 a 6 anos para produzir. Enquanto isso plantava-se o milho e o feijão para o sustento da família.

FOTO 03

É onde vemos a pujança das espetaculares colheitas, com fazendas, sítios, chácaras, enfim tudo produzia, e em grande escala. É onde nos vamos encontrar a família na sua totalidade envolvida na colheita e no preparo. Até as crianças eram ocupadas pelos maiores, pois o empenho de todos era necessário, para a colheita, secamento e transporte dos produtos agrícolas até os armazéns.
Havia um verdadeiro exército à disposição do cafeicultura, onde milhões de pés de café produziam e de excelente qualidade. Foi neste período que mais se usou a tração animal como meio de preparo, da terra, transporte, produtos, e meio de locomoção das pessoas para a cidade.


FOTO 04

Com o passar dos anos, a antiga Catugi passa a s chamar Borrazópolis. Casas, escolas, bancos, clubes, áreas de lazer são construídos. Com isso a população para crecer, atingindo mais de 30.000 habitantes. Tornando-se um dos mais populosos e produtivos municípios da região. Aos poucos são melhoradas as condições de vida da população.
Era meados da década de setenta, precisamente 19 de julho de 1975, quando uma catástrofe climática atinge todo o estado, e em grande parte e tristemente o nosso município.
Era o caos, nada sobrou daquilo que um dia era verde e vivo, e no outro uma árvore preta, seca e morta. Seria um novo começo para muitos enquanto para outros iniciava-se uma nova era na nossa história.

FOTO 05

Erradicação dos cafezais agora queimados pela geada, as terras passam a ter nova utilização pelos seus donos.
Alguns transformaram seus cafezais em invernadas, pastagens enormes surgiram, e chegou-se a pensar que seria transformada em zona pecuária.
Mas isto não aconteceu, pois nossas terras passaram a ser preparadas e, modificadas para uma nova maneira de plantio, a lavoura mecanizada.
A grande maioria passou a ser produtores de grãos, soja-trigo-milho. Surgindo agora uma nova riqueza, porem forçando o êxodo rural porque como sabemos não temos 1/3 da população daqueles saudosos tempos.
Nessa foto fica claro, a mão do homem, o agricultor, que tira com a mesma o produto agrícola, seja, milho-soja ou trigo, graças a fertilidade da nossa terra, a mecanização e a ajuda divina, que vem das mãos do alto. Ajuda quem vem do Todo Poderoso que abençoa a todo o momento o trabalho do homem do campo.


Borrazópolis, Borrazópolis
Cidade Altaneira
Entre as colinas verdejantes,
Tu reluzes com esplendor.

Município de valor.

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