quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Mulheres e mães de presos bloqueiam PR-445 Londrina em protesto


Londrina por Eliandro Piva - Mulheres e mães de presos da PEL II bloqueiam PR-445 em protesto
Congestionamento na entrada de Londrina, no PR, passa de 8 quilômetros. Detentos fizeram uma rebelião de mais de 24h no início de outubro.
Mulheres e mãe de presos da unidade 2 da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL II), no norte do Paraná, bloqueiam a rodovia PR-445 em protesto contra a falta de informações, nesta quarta-feira (28). De acordo com Polícia Rodoviária Estadual (PRE), a fila de veículos parados passa de oito quilômetros.

A mulher de um dos detentos da PEL II e que participa da manifestação, Itamara da Silva, diz que o bloqueio foi feito para pressionar o Departamento de Execuções Penais (Depen) a liberar a entrada de representantes dos Direitos Humanos na unidade.
“A rebelião acabou há 20 dias e desde então não temos informações dos nossos maridos e filhos. Sabemos que eles estão de cueca, há apenas um banheiro para mais de 300 homens e eles não estão tomando banho. Ouvimos barulho de balas de choque também. Queremos saber quantos estão feridos, se há doentes e como eles estão dormindo”, alega Itamara.
A PRE pede que os motoristas, principalmente de caminhões ou carretas, evitem passar pela região até o fim do protesto, pois não há outro desvio. Carros e ambulâncias estão passando por uma estrada vicinal.

Os presos da PEL II se rebelaram no dia 6 de outubro. Os detentos tomaram as alas, subiram nos telhados da unidade e fizeram cinco presos como reféns. De acordo com o Depen, os amotinados reivindicavam melhores condições dentro do presídio. O motim durou 24 horas.  Um preso jogado do telhado morreu e dois ficaram feridos após pularem de um muro para fugir dos rebelados.

O Depen informou que dois terços da unidade poderão ser utilizados após a reforma da unidade, mas ainda não há previsão de quando o dinheiro para as obras será liberado. A estrutura de uma ala será reavaliada por engenheiros e só depois disso o Depen saberá se será viável realizar a reforma ou demolir o prédio. Essa ala foi completamente destruída pelos presos durante a rebelião e foi também onde começou a confusão.

No dia 23 de outubro, a Defensoria Pública do Paraná pediu a interdição da PEL II. Conforme o órgão, após a rebelião, a unidade não oferece segurança para detentos, agentes penitenciários e funcionários porque a estrutura foi danificada.

Fotos e texto: Eliandro Piva

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