quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Combate ao Aedes aegypti é o grande desafio do momento informa MP

AedesPor Ministério Público - Se a palavra “dengue”, infelizmente, já foi assimilada no Brasil, nos últimos meses, duas outras, também relacionadas ao Aedes aegypti, entraram em nosso vocabulário: a “febre chikungunya” e a “zika”, esta última ainda com um agravante sério – os casos de microcefalia em bebês de mulheres que desenvolveram a doença durante a gravidez. Assim, com o início do verão, o Paraná, a exemplo do restante do país, se coloca em alerta máximo contra o avanço do mosquito, que começa a se proliferar com mais intensidade a partir de dezembro, com picos de infestação entre fevereiro e abril.

Os dados relacionados à dengue impressionam. Segundo o Ministério da Saúde, em 2015, até a Semana Epidemiológica 47 (de 4 de janeiro a 28 de novembro), foram 1.566.510 casos notificados da doença no país – 42.455 no Paraná (mais que o dobro do registrado no mesmo período do ano anterior, que teve 22.573 registros). “O trabalho é imenso”, resume a chefe do Centro Estadual de Vigilância Ambiental da Secretaria de Estado da Saúde, Ivana Belmonte. Ela conta que a grande dificuldade ainda é a contenção do mosquito, que tem hábitos domésticos e é antropofílico, ou seja, tem a capacidade de se estabelecer perto do homem. 

Além da dengue, o Estado também já tem registros de chikungunya (15 casos importados de outras localidades, entre julho de 2014 e novembro de 2015, e um autóctone, ou seja, originado no Paraná, encontrado em Mandaguari) e zika (no mesmo período, cinco importados e dois autóctones, esses em São Miguel do Iguaçu).

Banco de Imagens Agência Brasil.
“As pessoas sabem que são fundamentais no controle do vetor, até as crianças têm a resposta na ponta da língua quando questionadas sobre a prevenção da dengue. O problema é que, na prática, fazem muito pouco”, diz Ivana. “Agora, porém, temos um novo ingrediente: o impacto das notícias dos casos de microcefalia e o susto que isso provocou na população. Temos que aproveitar esse pânico de forma positiva, buscando uma adesão popular maior às campanhas de combate ao mosquito”, afirma. Outro diferencial desse ano: a presença do Aedes aegypti e da dengue no litoral paranaense, em Paranaguá, pela primeira vez. “No momento, esse é o maior desafio: bloquear a epidemia em Paranaguá, antes que comece a temporada de verão nas praias”, conta.

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