terça-feira, 16 de agosto de 2016

LUTO NO ESPORTE - Morre João Havelange, Tião Abatiá e o Laor

Morre aos 71 anos o jogador paranaense Tião Abatiá

Morreu, durante a madrugada desta terça-feira (16), o jogador Sebastião José Ferri, ele que era conhecido como Tião Abatiá, tinha 71 anos e estava internado em um hospital de Londrina, entrando em óbito após uma complicação causada por uma cirurgia.
O jogador brilhou na década de 70 em times como o Coritiba, União Bandeirante, São Paulo e Colorado.
O corpo está sendo velado na câmara de vereadores de sua cidade natal e o sepultamento ainda não tem horário definido.

TRAJETÓRIA
Tião brilhou nos anos 70 como centroavante forte e com seu topete caindo na testa.Sua trajetória ficou marcada pelo sucesso no futebol paranaense, principalmente jogando pelo Coritiba.
Estudou no Colégio Cristo Rei,em Jacarezinho, defendeu o time de Ribeirão do Pinhal e Cambará Atlético Clube, onde assinou seu primeiro contrato profissional.
Depois, foi para o União Bandeirante, onde atuou ao lado de Paquito e despertou o interesse do São Paulo. Ficou pouco tempo no Morumbi (jogou apenas uma partida), sendo negociado logo com o Coritiba. Em 1971, formou ao lado de Paquito a célebre “dupla caipira” do Coxa na brilhante campanha do time do alto da Glória durante o Brasileiro.


Morre Luis Álvaro de Oliveira, ex-presidente do Santos

Faleceu na madrugada desta terça-feira em São Paulo, Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro, o Laor, ex-presidente do Santos. Aos 73 anos, o mandatário do Peixe entre 2009 e 2014 (licenciou-se no último ano por questões de saúde), estava internado no Albert Einstein para tratamento de um tumor no aparelho digestivo, porém, não há uma divulgação oficial da causa da morte.

TRAJETÓRIA
Luis Álvaro assumiu o clube santista ao derrotar Marcelo Teixeira em 2009. Dois anos depois, capitalizado pela conquista da Libertadores, foi reeleito com mais de 80% dos votos. Porém, os problemas de saúde o acompanharam por quase toda a gestão. Em 2010, Laor passou por problemas cardíacos e já havia sofrido uma crise de pancreatite.
No final de 2012, tirou uma licença médica de 60 dias para descansar e descobriu um problema no pulmão, que acabou sendo solucionado. Em agosto de 2013, foi obrigado a tirar uma licença maior, de um ano, para cuidar de novas complicações da saúde. Na temporada seguinte, resolveu renunciar ao cargo de presidente do Santos.

Morre João Havelange, ex-presidente da Fifa

O ex-presidente da Federação Internacional de Futebol (Fifa) e ex-atleta olímpico, João Havelange, de 100 anos,  morreu na manhã desta terça-feira (16), no Hospital Samaritano, em Botafogo, Zona Sul do Rio. Ele estava internado para tratamento de uma pneumonia desde julho.
No final do ano passado, Havelange foi internado no mesmo hospital em decorrência de problemas pulmonares. Ele completou 100 anos de idade no último dia 8 de maio.

TRAJETÓRIA
Filho de um comerciante belga que fez fortuna no Rio de Janeiro, João Havelange chegou a ser atleta de diferentes modalidades. Mas destacou-se mesmo como dirigente esportivo: primeiro na CBD, depois no COI e por último na Fifa.
Havelange foi eleito para Fifa em 1974, entrando no lugar do inglês Sir Stanley Rous. Ele ficou no cargo mais até 1998, quando foi substituído pelo suíço Joseph Blatter, que só saiu após a série de denúncias de corrupção na entidade que causou a prisão de dirigentes – inclusive o brasileiro José Maria Marin.

Segundo o próprio site da Fifa, João Havelange comandou a entidade em um “período de profundas mudanças na organização”. Dentre as principais alterações, está o aumento no número de países na Copa do Mundo (de 16 para 32). Além disso, o brasileiro ajudou a criar novas competições de futebol.
Entre elas estão os Mundiais Sub-17 e Sub-20, no final da década de 80, e a Copa das Confederações e a Copa do Mundo feminina, no início da década de 90. De acordo com informações da página da Fifa, o número de funcionários da entidade aumentou de 12 para 120 na gestão de Havelange.

Durante a era Havelange, a Fifa organizou seis Copas do Mundo. A seleção brasileira ganhou uma delas, em 1994, nos Estados Unidos. Além de ter feito parte dessa entidade por 24 anos, o carioca também presidiu a CBD (Confederação Brasileira de Desportos), de 1956 a 1974.

A presença de João Havelange como dirigente esportivo não foi ocasional. Antes de frequentar escritórios, ele teve vivência assídua em campos, quadras e piscinas. Foi daí que tirou a base para a carreira que viria nos anos seguintes.

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