segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Três municípios zeram filas por consultas psiquiátricas após abertura do CAPS


Perto de completar um ano de funcionamento no município de Kaloré, o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) atende em média 280 pacientes com problemas mentais e psicológicos e dependentes de álcool e drogas. Os atendimentos também são ofertados para pacientes dos municípios de Marumbi e Borrazópolis. Com equipe especializada composta por médico psiquiatra, assistente social, psicólogo, enfermeiro e pedagoga, foi possível zerar a fila por consultas psiquiátricas e por tratamentos nos três municípios atendidos. "Antes da implantação do CAPS, tínhamos que encaminhar os pacientes para o Hospital Regional de Jandaia do Sul, e demorava muito para conseguirmos agendar as consultas", relembra o secretário de Saúde de Kaloré, Ronaldo Romeiro dos Santos. A coordenadora do CAPS, Rosemary Tenório, explica que o número de atendimentos é crescente. "Novos casos surgem semanalmente e está sendo possível oferecer um tratamento digno a quem precisa", afirma. Tenório complementa que tem muitos casos de pacientes que receberam alta do tratamento e que hoje são acompanhados apenas pelos psicólogos da atenção básica. 
O prefeito de Kaloré, Washington Luiz da Silva, destaca que o CAPS foi implantado no município através do empenho da administração junto a 16º Regional de Saúde de Apucarana. "É um serviço de grande relevância e que veio à contribuir para a melhoria da qualidade de vida de muitos pacientes, que antes sofriam pela espera de tratamento", considera. Ele ressalta que o serviço voltado a saúde mental reforça a qualidade da saúde em seu município. "Somos hoje referência em saúde na região. Temos um hospital modelo, e acredito que a implantação do CAPS em Kaloré se deu pelo nosso comprometimento com a saúde pública, além do fato de estarmos no meio dos outros dois municípios atendidos, o que facilita o acesso à todos"
Apesar do CAPS atender a demanda de três municípios, Washington revela que apenas Kaloré tem suprido com as despesas extras. "O Governo Federal passa cerca de 28 mil reais para custear a estrutura, inclusive profissional. É claro que este dinheiro não cobre todas as despesas, mas estamos buscando manter o trabalho, entretanto, iniciaremos uma conversa com os demais prefeitos para que possamos dividir essa conta, garantindo a continuidade dos serviços", concluiu o prefeito. Vale destacar que todos os profissionais que atuam no Centro de Atenção Psicossocial são pós-graduados em Saúde Mental. Cada município conta com dia e horários específicos para atendimento: Kaloré (às terças-feiras no período da manhã); Borrazópolis (às terças à tarde e às sextas-feiras de manhã) e Marumbi (às sextas-feiras à tarde). As informações são do Jornalista Herithon Paulista.

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