quarta-feira, 20 de março de 2019

Estudo aponta cenários para área livre de aftosa sem vacinação


Uma análise sobre o status de Área Livre de Febre Aftosa Sem Vacinação foi apresentada nesta semana ao secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, e lideranças do agronegócio paranaense. Segundo o estudo, se o Paraná conquistar esse status sanitário, as exportações de carne suína podem passar das atuais 107 mil para 200 mil toneladas por ano. Este cenário é previsto se o Paraná conquistar apenas 2% do mercado potencial, liderado por China, Japão, México e Coreia do Sul, que pagam mais pelo produto com reconhecida qualidade sanitária, e representam 64% do comércio mundial de carne suína. O Paraná também poderia exportar, sem restrições, para esses países que compram cerca de 5 milhões de toneladas de carne suína por ano, o equivalente a seis vezes as exportações atuais. De acordo com a análise dos técnicos, as cadeias produtivas de carne bovina, de aves e leite também vão ser beneficiadas com o acesso a mercados que pagam mais por um produto de reconhecida qualidade sanitária. O Paraná pode ser um importante produtor de carne bovina e autossuficiente na produção de bezerros, com o impulso do programa Pecuária Moderna. Essa iniciativa representa uma oportunidade de desenvolvimento para regiões de baixo Índice de Desenvolvimento Econômico do Estado, além de suprir um possível deficit de animais. O estudo apresentou as potencialidades como a incorporação de até 4 milhões de cabeças de bovinos de corte em áreas que, atualmente, estão subutilizadas. Considerando um valor médio de 1.200 reais por cabeça, esse volume de animais geraria uma movimentação financeira de 1 bilhão e 350 milhões de reais na economia do Estado. Caso o Governo do Paraná decida por iniciar o processo, a última campanha de vacinação será em maio deste ano, para animais jovens de zero a 24 meses. Com isso, o Ministério da Agricultura vai fechar fronteiras interestaduais com os estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul, impedindo o transporte de bezerros para engorda e animais para abate em território paranaense. O Estado saltaria do quarto bloco a qual pertence, ao lado dos estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul, para avançar sozinho no processo de conquista do status de Área Livre de Febre Aftosa Sem Vacinação. 

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