segunda-feira, 11 de maio de 2020

Estiagem afeta rios e prejudica captação de água em Borrazópolis e mais sete municípios

Fotos: Carlos Razaboni
A Sanepar informa que o Paraná enfrenta a maior estiagem dos últimos 20 anos e a chuva registrada nesta semana não trouxe qualquer mudança de cenário. O Decreto 4626, assinado pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior e publicado no Diário Oficial nesta quinta-feira (7), estabelece situação de emergência hídrica por 180 dias no Paraná. O objetivo é agilizar processos e dar prioridade ao uso da água para consumo humano em todo o Estado. A situação mais preocupante, neste momento, concentra-se na região do Vale do Ivaí, a Sanepar aplica planos contingenciais visando o abastecimento regular em oito sistemas, onde rios ou poços estão com vazão até 80% menor do que a média histórica: Apucarana, Lunardelli, Borrazópolis, Jandaia do Sul, Marilândia do Sul, Faxinal, Mauá da Serra e Distrito de Pouso Alegre (Jardim Alegre).

USO CONSCIENTE - Neste período de isolamento social por causa da pandemia do Coronavírus (Covid-19), a Sanepar registrou aumento médio de 10% no consumo de água em cidades da Região Nordeste. Este índice compara março e abril de 2020 com 2019. Além da intensificação dos hábitos de higiene para evitar a doença, a falta de chuva, o calor e o tempo seco também contribuíram para que a população consumisse mais água.

SIMEPAR - O Simepar alerta que o período de estiagem no Estado deve se estender pelo menos até setembro, criando um cenário de seca ao logo do outono e do inverno. Com isso, os mananciais levarão ainda mais tempo para recuperar as condições normais de abastecimento.

O QUE FAZER - A orientação é fazer o uso prioritário da água para alimentação e higiene pessoal. Lavagem de veículos e calçadas deve ser adiada até a normalização das chuvas. Deve-se fechar torneiras para ensaboar mãos, corpo e louças e enxaguar de uma só vez. Também é importante observar vazamentos especialmente no vaso sanitário e manter reguladas as válvulas de descarga.

A Sanepar não aplicou reajuste tarifário, por determinação da Agepar em função da pandemia, e está postergando o pagamento das contas da Tarifa Social para minimizar os impactos econômicos para essas famílias.

Fotos: Carlos Razaboni.

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