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quarta-feira, 3 de junho de 2020

Vazio sanitário da soja no Paraná começa no próximo dia 10

A Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento alerta os produtores paranaenses sobre o período do vazio sanitário da soja. Ele começa no próximo dia 10 e vai até 10 de setembro. A medida é determinada por portaria da Adapar, Agência de Defesa Agropecuária do Paraná. Nesse período, fica proibido cultivar, manter ou permitir a presença de plantas vivas de soja em qualquer estágio vegetativo. Segundo a engenheira agrônoma e fiscal de Defesa Agropecuária da Adapar, Marlene Soranso, essa é uma medida essencial para o manejo e controle da ferrugem asiática, principal praga que ataca a cultura. Ela explicou que a estratégia ajuda a diminuir a presença contínua de esporos do fungo causador da ferrugem no campo, principalmente na entressafra, pois ele permanece ativo em plantas vivas de soja. O gerente de Sanidade Vegetal da Adapar, Renato Rezende, detalhou que a mesma Portaria fixa a data de 15 de maio como prazo final para colheita ou interrupção do ciclo da soja. Segundo ele, o período que antecede o vazio sanitário da cultura é necessário para que os produtores, armazéns e responsáveis por estradas e ferrovias, por exemplo, possam realizar a limpeza e a eliminação das plantas vivas de soja. O manejo reduz a presença de esporos no ambiente e permite que as plantas de soja se desenvolvam, inicialmente, com baixa população da praga no campo. Isso contribui para a redução da quantidade de aplicação de produtos químicos para o controle da doença e, ainda, para evitar que o fungo desenvolva resistência às moléculas agroquímicas. A Adapar está alinhada com o Programa Nacional de Controle de Ferrugem Asiática da Soja do Ministério da Agricultura. O Paraná é o segundo maior produtor nacional deste grão. Na safra 2019/20 foram produzidas 20 milhões e 700 mil toneladas em cinco milhões e 500 mil hectares. Segundo estudos da Embrapa Soja, quando não são tomadas as medidas de manejo e controle adequadas, as perdas na produção causadas pela ferrugem asiática podem chegar a 75%. 

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